segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Qual é o seu perfil digigráfico?


A DM9DDB divulgou um documentário, dividido em seis partes, onde trás um novo conceito para a forma de classificar o consumidor nos ambientes digitais. O estudo, que recebeu o nome de Perfis Digigráficos, postula que que as mudanças trazidas pelo digital pouco ou nada tem a ver com sexo, idade ou classe social, mas sim com três novos critérios:

  • Quanto e como as pessoas utilizam os recursos e equipamentos de tecnologia em sua vida.
  • Quais são as intenções que elas têm ao consumir os diversos produtos digitais.
  • Quanto os recursos digitais servem para moldar sua própria identidade.


Com base nesses três parâmetros o mundo digital perde a classificação convencional, como demografia ou mesmo perfis psicográficos e passa a ser definido por cinco tipos de perfis, que ganharam o apelido de perfis digigráficos. São eles:

Imersos: Tiveram parte de sua identidade definida a partir da tecnologia. Com ela, conseguiram “se encontrar”, definir melhor seus interesses e estabelecer melhores vínculos com o mundo. Suas personalidades e identidades foram definidas pela era digital, que os permitiu dar vida a mais personas.

Ferramentados: Recorrem à tecnologia para agilizar as tarefas, mas não a idolatram.
A tecnologia os ajuda nas tarefas cotidianas, facilitam suas vidas. Mas não dependem delas nem são definidos por elas .Esse grupo é um exemplo de como as pessoas redefiniram a maneira como se relacionam com família, escolas, empresas e governo.

Fascinados: Querem parecer modernos e tecnológicos. Para eles, computadores, gadgets e hábitos da Era Digital são ícones da modernidade – e consumir essas novidades os ajuda a atestar que são antenados. Eles são um excelente exemplo de como o relacionamento com os outros foi bastante modificado.

Emparelhados: A tecnologia é fundamental para pôr em prática os projetos da vida.
Eles enxergam a tecnologia como a grande companheira para fazer o dia a dia acontecer. Sem ela, a vida fica extremamente complicada. Para este grupo, as máquinas são como uma extensão do seu corpo, potencializando suas capacidades humanas.

Evoluídos: O universo das máquinas e da tecnologia é seu habitat. Esses são as crianças e os adolescentes que já nasceram adaptados e estão crescendo no mundo digital. Não conheceram o mundo pré-digital.

Se esse novo tipo de classificação vai virar padrão para o público, ainda é cedo, principalmente por derrubar conceitos e teorias já amplamente estudas. Se vai virar material acadêmico, isso podemos ter certeza. No atual mundo acadêmico qualquer "estudo" sem comprovação científica é usado para respaldar trabalhos igualmente duvidosos.

Em resumo, a Agência e a Vox Pesquisas, contratada para o processo de investigação do estudo, conseguiram produzir um excelente material visual, entretanto no final fica aquela sensação de como chegaram a esses perfis, qual metodologia que foi utilizada, quais parâmetros e públicos foram acompanhados durante a realização do estudo? São várias perguntas que ficaram sem respostas e que no final acabam por desqualificar o material como estudo e tornando ele apenas promocional para os serviço prestados pela DM9DDB.

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