sexta-feira, 27 de maio de 2011

Pelo livre direito de não pontuar corretamente

Vírgula. Depois da crase acredito que não existe sinal mais chato. São tantas regras e exceções, que muitas vezes o prazer de escrever fica perdido. Não falo que ela deveria ser banida do nosso vocabulário, muito pelo contrário, eu adoro a pausa das vírgulas, a ênfase das exclamações, as palavras não ditas das reticências.

Mas sejamos sinceros: apenas 1% da população realmente sente diferença em um texto bem pontuado. Também é apenas essa minoria que sabe colocar todas as vírgulas no lugar certo.

Então, existe a real necessidade de sermos tão xiitas com uma vírgula mal empregada? Quem pode dizer que ela está realmente fora do lugar? Quem pode garantir que não foi a intenção do autor deslocar a vírgula do lugar que foi convencionado que seria o correto?

Eu fiz uma pesquisa rápida na internet e descobri que, nunca, em nenhum concurso público, um candidato foi 100% feliz na pontuação. Também, vale destaca que não existem publicações que também não errem no emprego das vírgulas. Até mesmo em livros de português o erro de pontuação já é considerado comum.

Então, quem deixa de apreciar um conteúdo ou um texto somente para bradar sua indignação pela utilização inadequada da vírgula, só lamento. Eu acredito que pessoas assim tem um pouquinho de frustração e são tão limitadas que não conseguem perceber o direito da liberdade autoral de cada pessoa.

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