sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O ano da mediocridade

O ano de 2010 foi um ótimo ano para o segmento e/ou nicho de Mídias Sociais. Redes como o Twitter e o Facebook, consideradas emergentes e de nicho, se consolidaram como canais viáveis para ações de marketing, relacionamento e SAC.

Nestes ambientes, empresas de todos os segmentos e portes encontraram espaço para fazer investimentos, se relacionar com os clientes, ao mesmo tempo em que profissionais de mídias "tradicionais" viram uma oportunidade de expandir seus conhecimentos, ao mesmo tempo em que investimentos e contratações foram feitas para atender o número crescente de empresas.

Entretanto, após as comemorações devidas o que observa é que o ano, para as redes e profissionais brasileiros, vai ser lembrado como o Ano da Mediocridade.

Do sucesso ao declínio. O Twitter apesar de ter conquistado fama e prestígio em diversos segmentos demonstrou que não é capaz de se sustentar sem o trabalho conjunto com profissionais da área de comunicação.

As eleições que seriam a prova de fogo e logo após a crise institucional no Rio de Janeiro, demonstraram que a falta de uma "obrigação" com a informação, podem tornar a ferramenta uma verdadeira armadilha para pessoas mal intencionadas ou boatos.

Para as agências também não aconteceram motivos para comemoração. Várias ações que aconteceram foram um fiasco, ou por terem sido mal planejadas ou por total desconhecimento do público. Os principais exemplos são a chuva de Twix e a promoção da Nissan. Lógico, aconteceram outros “fails” durante o ano como o SWU, mas com certeza esses dois são os mais emblemáticos.

Público. O apogeu financeiro da classe C prometia ser uma válvula de escape para ações frutradas, mal planejadas e executadas por profissionais inexperientes, mas nem com esse público mais sucestivel a campanhas de marketing os pseudo-analistas e especialistas de Mídias Sociais conseguiram realizar alguma ação que realmente pudesse ficar registrada como marco. No final tudo era apenas uma cópia mal feita do que já havia sido realizado com sucesso em outros países.

Das agências aos profissionais. Um dos problemas que fizeram o ano ser um fracasso no Brasil foram os profissionais e agência que irresponsavelmente assumiram a missão de trabalhar em ambientes desconhecidos.

Na parte das agências pode-se observar políticas atrasadas, em uma busca de unir on e offline, não que estivessem errados, mas o formato de aplicar as mesmas regras, táticas, norteadas pelo pensamento cartesiano tiveram como resultados grandes fracassos.

Os investimentos no segmento também foram um grande problema durante o ano. O ano de 2010 foi marcado por muitas contratações, surgimento de empresas, dança de cadeiras, mas no balanço final a grande movimentação ficou na responsabilidade de empresas de assessoria, agências de publicidade ou grande empresas que viram a necessidade de estar nesse novo mundo que para eles ainda era desconhecido e terminaram o ano sem conhecer.

Como resultado o que se observou foram investimentos limitados a contratação de muitos bons profissionais com salários razoáveis, mas sem estrutura para que eles pudessem exercer as atividades para que tivessem sidos contratados.

No lado do profissionalismo da área pudemos observar muitos auto intitulados profissionais e especialistas de mídias sociais despreparados e tentando repetir fórmulas já utilizadas por outras agências, em outras ações, com outro público.

Enfim, ano termina com agências tateando sobre como trabalhar com as redes sociais e com pouca vontade de fazer investimentos, mas com grande apetite para obter lucros, enquanto profissionais medíocres, despreparados e com um discurso vazio se promovem como os salvadores.

O resultado do ano foi uma ilusão de empresas de comunicação vendendo para os seus clientes a promessa de resolver todos os seus problemas, de outro lado pseudo profissionais desqualificados, mas utilizando da mesma arma da agência e esperando chegar à oportunidade para começar a se qualificar ou acreditando que tudo se resolveria.

Para um pequeno grupo de profissionais, que realmente estudam e buscam entender e oferecer o melhor serviço que as redes podem oferecer restou a vergonha da mediocridade do segmento.

Assim. Infelizmente o ano de 2010 vai ficar na memória de poucos profissionais que realmente acompanharam a realidade do segmente as comemorações serão modestas, mas aqueles que não compartilharam o mesmo pensamento esse é um momento para reavaliar como foi o ano.

O ano da mediocridade

O ano de 2010 foi um ótimo ano para o segmento e/ou nicho de Mídias Sociais. Redes como o Twitter e o Facebook, consideradas emergentes e de nicho, se consolidaram como canais viáveis para ações de marketing, relacionamento e SAC.

Nestes ambientes, empresas de todos os segmentos e portes encontraram espaço para fazer investimentos, se relacionar com os clientes, ao mesmo tempo em que profissionais de mídias "tradicionais" viram uma oportunidade de expandir seus conhecimentos, ao mesmo tempo em que investimentos e contratações foram feitas para atender o número crescente de empresas.

Entretanto, após as comemorações devidas o que observa é que o ano, para as redes e profissionais brasileiros, vai ser lembrado como o Ano da Mediocridade.

Do sucesso ao declínio. O Twitter apesar de ter conquistado fama e prestígio em diversos segmentos demonstrou que não é capaz de se sustentar sem o trabalho conjunto com profissionais da área de comunicação.

As eleições que seriam a prova de fogo e logo após a crise institucional no Rio de Janeiro, demonstraram que a falta de uma "obrigação" com a informação, podem tornar a ferramenta uma verdadeira armadilha para pessoas mal intencionadas ou boatos.

Para as agências também não aconteceram motivos para comemoração. Várias ações que aconteceram foram um fiasco, ou por terem sido mal planejadas ou por total desconhecimento do público. Os principais exemplos são a chuva de Twix e a promoção da Nissan. Lógico, aconteceram outros “fails” durante o ano como o SWU, mas com certeza esses dois são os mais emblemáticos.

Público. O apogeu financeiro da classe C prometia ser uma válvula de escape para ações frutradas, mal planejadas e executadas por profissionais inexperientes, mas nem com esse público mais sucestivel a campanhas de marketing os pseudo-analistas e especialistas de Mídias Sociais conseguiram realizar alguma ação que realmente pudesse ficar registrada como marco. No final tudo era apenas uma cópia mal feita do que já havia sido realizado com sucesso em outros países.

Das agências aos profissionais. Um dos problemas que fizeram o ano ser um fracasso no Brasil foram os profissionais e agência que irresponsavelmente assumiram a missão de trabalhar em ambientes desconhecidos.

Na parte das agências pode-se observar políticas atrasadas, em uma busca de unir on e offline, não que estivessem errados, mas o formato de aplicar as mesmas regras, táticas, norteadas pelo pensamento cartesiano tiveram como resultados grandes fracassos.

Os investimentos no segmento também foram um grande problema durante o ano. O ano de 2010 foi marcado por muitas contratações, surgimento de empresas, dança de cadeiras, mas no balanço final a grande movimentação ficou na responsabilidade de empresas de assessoria, agências de publicidade ou grande empresas que viram a necessidade de estar nesse novo mundo que para eles ainda era desconhecido e terminaram o ano sem conhecer.

Como resultado o que se observou foram investimentos limitados a contratação de muitos bons profissionais com salários razoáveis, mas sem estrutura para que eles pudessem exercer as atividades para que tivessem sidos contratados.

No lado do profissionalismo da área pudemos observar muitos auto intitulados profissionais e especialistas de mídias sociais despreparados e tentando repetir fórmulas já utilizadas por outras agências, em outras ações, com outro público.

Enfim, ano termina com agências tateando sobre como trabalhar com as redes sociais e com pouca vontade de fazer investimentos, mas com grande apetite para obter lucros, enquanto profissionais medíocres, despreparados e com um discurso vazio se promovem como os salvadores.

O resultado do ano foi uma ilusão de empresas de comunicação vendendo para os seus clientes a promessa de resolver todos os seus problemas, de outro lado pseudo profissionais desqualificados, mas utilizando da mesma arma da agência e esperando chegar à oportunidade para começar a se qualificar ou acreditando que tudo se resolveria.

Para um pequeno grupo de profissionais, que realmente estudam e buscam entender e oferecer o melhor serviço que as redes podem oferecer restou a vergonha da mediocridade do segmento.

Assim. Infelizmente o ano de 2010 vai ficar na memória de poucos profissionais que realmente acompanharam a realidade do segmente as comemorações serão modestas, mas aqueles que não compartilharam o mesmo pensamento esse é um momento para reavaliar como foi o ano.

Um comentário:

  1. Olá pessoal, tudo bem?

    Me chamo Ricardo Rosa, faço parte da produção online do Programa Avesso ( www.avesso.com.br ). Um programa que mostra os bastidores das principais ações de comunicação das grandes marcas no Brasil.

    Fiz uma visita ao seu blog e gostaria de dizer que o conteúdo está de parabéns. O trabalho está ótimo.

    O Avesso desenvolve parcerias com diversos blogs das áreas de comunicação, moda, sustentabilidade, design, esportes entre outros. Nesse sentido gostaríamos de te propor uma parceria.

    Acesse o nosso site: www.avesso.com.br e Caso tenha interesse é só retornar o contato.

    Um grande abraço.

    Obrigado!

    Ricardo Rosa
    ricardo@avessotv.com.br
    Tel. (11) 3578-0777
    ____________________
    www.avesso.com.br
    www.meadiciona.com.br/avessotv

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