terça-feira, 16 de março de 2010

Pesquisa divulga perfil de usuários das redes sociais

Um estudo divulgado pela empresa Anderson Analytics analisou a demografia e psicografia de usuários de redes sociais no Facebook, MySpace, Twitter e LinkedIn, com o objetivo de fornecer aos marketers informações sobre interesses de usuários e os hábitos de compra relacionados à sua rede de escolha. O resultado final é uma visão detalhada sobre os perfis e hábitos de usuários das redes sociais na web atualmente.

Algumas das conclusões do estudo refletem coisas que já sabíamos. Por exemplo, os usuários do Facebook tendem a ser mais velhos, caucasianos e ricos, já os usuários do MySpace são jovens. Outra informação é nova: usuários do Twitter são mais propensos a ter um emprego de meio expediente, usuários do LinkedIn gostam de exercitar e possuírem mais gadgets.

O estudo da Anderson teve uma amostra de mais de 11 mil membros do painel GreenfieldOnline (uma comunidade de pesquisa online) durante um período de 11 meses, para entender o alcance dos serviços das redes sociais entre a população online dos EUA. Depois, a empresa entrevistou mais cinco mil membros, sendo que 1.250 participaram de uma pesquisa mais detalhada. A empresa, então, dividiu os participantes em duas categorias: usuários e não-usuários de redes sociais. Para ser considerado um usuário de redes sociais o participante tinha que ter usado algum dos sites em questão nos últimos 30 dias.

Claro, nem todo mundo é dedicado a uma rede social apenas. O estudo descobriu que há sobreposições entre os sites.

Usuários de redes sociais, em geral

De 110 milhões de americanos (ou 60% da população online) que usam redes sociais, o usuário comum de redes sociais entra bastante nessas redes. Eles entram nos sites de redes sociais cinco dias da semana, quatro vezes ao dia, gastando um total de uma hora por dia. Nove por cento desse grupo permanece nas redes o dia todo e constantemente olham para ver o que há de novo.

Interagindo com as marcas
Quando se trata de marcas online, o estudo constatou que:
  • 52% dos usuários tinham adicionado como amigo ou marcado como fã de pelo menos uma marca;
  • 17% consideram positivo o fato de verem uma marca em uma rede social;
  • 19% consideram negativo o fato de verem uma marca em uma rede social;
  • 64% não responderam ou não se importam com as marcas nas redes sociais;
  • 20% gostariam de ver mais comunicação da parte das marcas online;
  • 35% não gostariam de ver mais comunicação;
  • 45% não responderam ou não se importavam.

Mitos das redes sociais derrubados

Algumas informações interessantes se destacaram no estudo, incluindo a desmistificação de alguns mitos das redes sociais. Os usuários de redes sociais não estão interessados em adicionar estranhos como amigos ou em criar "falsos" amigos para impulsionar o seu ego. Do grupo, 45% se conectam apenas com família e amigos e outros 18% só interagem com pessoas que conheceram pessoalmente. Em outras palavras, dois terços se interagem somente com pessoas que realmente conhecem. Apenas 10% dos pesquisados responderam que interagem com qualquer pessoa.

Também é interessante que apenas 15% dos usuários de redes sociais dizem que entram em redes sociais no trabalho, desmascarando outro mito sobre o uso em excesso de redes sociais no ambiente de trabalho.

Quem não utiliza redes sociais

O estudo revelou o motivo de alguns usuários de internet não estarem em nenhuma rede social. Surpreendentemente, não é porque eles odeiam tecnologia, eles gastam tanto tempo na web como os usuários de redes sociais. Em vez disso, eles não usam mídias sociais ou porque não têm tempo, ou porque não acham seguro. Alguns pensam que é estúpido. No entanto, mesmo contando com aqueles que não passam tanto tempo na web, 22% afirmam que irão começar a utilizar alguma rede social em até três meses, e 27% disseram que irão começar dentro de um ano.

Detalhes

  • Facebook
Como já foi falado, os usuários do Facebook são mais velhos e melhores de vida. São mais propensos a serem casados (40%), caucasianos (80%) e aposentados (6%) comparando com os usuários de outras redes sociais. Eles possuem a segunda maior média de renda (US$ 61 mil ao ano) e uma média de 121 conexões.
Em geral, não há uma área de interesse para este grupo de redes sociais. De 45 categorias, as de notícias nacionais, esportes, exercícios, viagens, casa e jardim ficaram ligeiramente superiores ao resto. Isto é provavelmente por esta rede ter a maioria dos usuários, além de conter um elevado número de usuários dentro de cada área demográfica. Os usuários do Facebook também são extremamente fiéis: 75% dizem que o Facebook é o site favorito e 59% dizem que aumentaram o seu uso nos últimos seis meses.
  • MySpace
Os usuários do MySpace são jovens e a rede, a cada dia que passa, possui menos usuários. Mesmo aqueles participantes que afirmaram utilizar o serviço disseram que tem usado cada vez menos o site nos últimos seis meses.

Os usuários desta rede social estão mais interessados em se divertir, especialmente nas áreas de amizades, humor e vídeo games. Eles são os que menos se interessam por exercícios. Curiosamente, apesar de a maioria dos usuários ser jovem, eles procuram informações de famílias mais do que os usuários de qualquer outra rede social.

O rendimento médio do usuário do MySpace é o mais baixo (US$ 44 mil). Eles são mais suscetíveis a serem negros (9%) ou hispânicos (7%), solteiros (60%) e estudantes (23%).
  • Twitter
Os usuários do Twitter são mais propensos a terem empregos de meio horário (16%, sendo que a média é de 11%) e têm renda média de US$ 58 mil. O usuário comum do Twitter possui 28 seguidores e segue 32 pessoas.

O grupo do Twitter está especialmente interessado em notícias, restaurantes, esportes, política, finanças pessoais e religião. Eles também estão por dentro da cultura pop, sendo na música, cinema, TV e adoram um ranking. Seus interesses refletem em seus hábitos de compras, já que são mais propensos a adquirir livros, filmes, sapatos e cosméticos. Porém, este grupo não é tão leal à rede: 43% disseram que poderiam viver sem o Twitter.
  • LinkedIn
Não é surpresa que uma rede de negócios seja a que possui a maior média de renda (US$ 89 mil). Também não é surpresa que os usuários do LinkedIn aderiram à rede para fins profissionais, especificamente para manter contato com empresários, busca de ofertas de emprego, desenvolvimento de negócios e recrutamento.

Eles tendem a gostar de notícias, informações profissionais, esportes e política. Eles também gostam de academias (possivelmente as mais caras), spas, yoga, golf e tênis. Outra coisa que não é novidade é que os usuários do LinkedIn são os que possuem mais gadgets. Em particular, eles gostam de câmeras digitais, TV de alta definição, DVRs e Blu-ray.

No entanto, para descontrair, eles possuem alguns interesses curiosos: apostas e novelas. Doze por cento procuram na web informações de apostas e 10% por notícias de novelas. A maior parte deste grupo é composta por homens, sendo que a proporção entre o sexo masculino e feminino é de 57% para 43%.

Conclusão

Os resultados deste estudo confirmaram, em alguns casos, o que já sabíamos. Mas é importante ter confirmação de mais fontes, para dar mais precisão aos dados, para que profissionais que precisam deles consigam ser beneficiados. Além disso, através destas pesquisas conseguimos dados dos interesses dos usuários e alguns insights interessantes sobre diversos grupos. Como disse, esses dados são muito importantes para profissionais de marketing que procuram capitalizar melhor seus gastos em anúncios nas redes sociais.

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