quinta-feira, 30 de julho de 2009

Publicidade móvel e TV digital são negócios em ascensão

A sede do consumidor por serviços móveis vai transformar a relação das operadoras de telecomunicações com seus negócios. O certo é que ninguém quer ser coadjuvante da revolução da mobilidade. Para abandonar o estigma de apenas prover os tubos por onde trafegam as informações, as celulares vão se envolver cada vez mais no desenvolvimento de soluções.

"A infraestrutura é apenas uma parte deste mundo. O consumidor não compra rede, quer inovação e aplicações para facilitar sua vida. Por isso, as operadoras querem entender os desejos do cliente", avisa Estela Vieira, sócia líder de telecomunicações da PricewaterhouseCoopers (PwC).

Entre os mercados que devem explodir com o avanço da mobilidade na América Latina - que tem o Brasil como líder em número de celulares - ela vê avanços significativos na TV digital via celular e na publicidade digital móvel. "O brasileiro adora assistir a televisão. Esse comportamento torna esta aplicação extremamente promissora. O mesmo deve se repetir na América Latina", avalia. Segundo as projeções da PwC, a publicidade móvel - no grupo de países, que compreende Brasil, Argentina, México, Colômbia e Venezuela - deve crescer 45% ao ano até 2013, passando de um mercado avaliado em US$ 29 milhões em 2008 para US$ 185 milhões.

O total do mercado de publicidade digital, o que inclui anúncios veiculados em internet fixa, também mostra a forte influência da rede mundial na vida dos consumidores. De acordo com a PwC, este mercado, que fechou 2008 avaliado em US$ 660 milhões na região, deve chegar a US$ 1,5 bilhão em 2013, o que representa avanço anual na cada dos 17%. "O lançamento da TV móvel nesses países tende a revolucionar os serviços", avalia.

O crescimento é explosivo em bases pequenas, mas essa disposição do consumidor pelo acesso diferenciado é que vai comandar as ações das operadoras. De acordo com um estudo da Accenture, entre 2006 e 2010, serviços como vídeos pelo celular devem crescer 92% ao ano no mercado global, saltando de faturamento de US$ 1 bilhão para US$ 13,7 bilhões.

Conexões a redes de relacionamento, blogs e twitter vão evoluir 80% ao ano, promovendo receita de US$ 16,2 bilhões em 2010. O download de músicas obedecerá ao mesmo comportamento, apresentando taxa de crescimento anual de 22% no período, enquanto a troca de emails por dispositivos móveis deve crescer anualmente 38%, gerando receitas de US$ 16,3 bilhões em 2010, ano em que os serviços de localização acumularão receita de US$ 10,7 bilhões.

"O mercado de telefonia celular está maduro, tanto no Brasil como na Europa. As corporações, pioneiras no uso da mobilidade, consolidaram a tecnologia celular e obtiveram vantagens como produtividade. Os resultados são conhecidos dos clientes. Agora o avanço se dará no consumo final", afirma Petrônio Nogueira, responsável pela área de mídia e telecomunicações da Accenture.

No Brasil, ele acredita que a venda de dispositivos cada vez mais próximos aos computadores fará com que o tráfego decole nas redes celulares. "Um aparelho como o iPhone gera 30 vezes mais tráfego do que um telefone comum. Além disso, há os netbooks e os notebooks que vão acessar a internet móvel por meio de modem 3G." Um computador com banda larga gera o mesmo volume de tráfego que 450 aparelhos com funções básicas para telefonia e acesso à rede mundial.

Fonte: Valor Econômico

Publicidade móvel e TV digital são negócios em ascensão

A sede do consumidor por serviços móveis vai transformar a relação das operadoras de telecomunicações com seus negócios. O certo é que ninguém quer ser coadjuvante da revolução da mobilidade. Para abandonar o estigma de apenas prover os tubos por onde trafegam as informações, as celulares vão se envolver cada vez mais no desenvolvimento de soluções.

"A infraestrutura é apenas uma parte deste mundo. O consumidor não compra rede, quer inovação e aplicações para facilitar sua vida. Por isso, as operadoras querem entender os desejos do cliente", avisa Estela Vieira, sócia líder de telecomunicações da PricewaterhouseCoopers (PwC).

Entre os mercados que devem explodir com o avanço da mobilidade na América Latina - que tem o Brasil como líder em número de celulares - ela vê avanços significativos na TV digital via celular e na publicidade digital móvel. "O brasileiro adora assistir a televisão. Esse comportamento torna esta aplicação extremamente promissora. O mesmo deve se repetir na América Latina", avalia. Segundo as projeções da PwC, a publicidade móvel - no grupo de países, que compreende Brasil, Argentina, México, Colômbia e Venezuela - deve crescer 45% ao ano até 2013, passando de um mercado avaliado em US$ 29 milhões em 2008 para US$ 185 milhões.

O total do mercado de publicidade digital, o que inclui anúncios veiculados em internet fixa, também mostra a forte influência da rede mundial na vida dos consumidores. De acordo com a PwC, este mercado, que fechou 2008 avaliado em US$ 660 milhões na região, deve chegar a US$ 1,5 bilhão em 2013, o que representa avanço anual na cada dos 17%. "O lançamento da TV móvel nesses países tende a revolucionar os serviços", avalia.

O crescimento é explosivo em bases pequenas, mas essa disposição do consumidor pelo acesso diferenciado é que vai comandar as ações das operadoras. De acordo com um estudo da Accenture, entre 2006 e 2010, serviços como vídeos pelo celular devem crescer 92% ao ano no mercado global, saltando de faturamento de US$ 1 bilhão para US$ 13,7 bilhões.

Conexões a redes de relacionamento, blogs e twitter vão evoluir 80% ao ano, promovendo receita de US$ 16,2 bilhões em 2010. O download de músicas obedecerá ao mesmo comportamento, apresentando taxa de crescimento anual de 22% no período, enquanto a troca de emails por dispositivos móveis deve crescer anualmente 38%, gerando receitas de US$ 16,3 bilhões em 2010, ano em que os serviços de localização acumularão receita de US$ 10,7 bilhões.

"O mercado de telefonia celular está maduro, tanto no Brasil como na Europa. As corporações, pioneiras no uso da mobilidade, consolidaram a tecnologia celular e obtiveram vantagens como produtividade. Os resultados são conhecidos dos clientes. Agora o avanço se dará no consumo final", afirma Petrônio Nogueira, responsável pela área de mídia e telecomunicações da Accenture.

No Brasil, ele acredita que a venda de dispositivos cada vez mais próximos aos computadores fará com que o tráfego decole nas redes celulares. "Um aparelho como o iPhone gera 30 vezes mais tráfego do que um telefone comum. Além disso, há os netbooks e os notebooks que vão acessar a internet móvel por meio de modem 3G." Um computador com banda larga gera o mesmo volume de tráfego que 450 aparelhos com funções básicas para telefonia e acesso à rede mundial.

Fonte: Valor Econômico

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