terça-feira, 25 de novembro de 2008

O preço da violência

Há exatamente um mês criei o blog Chefatura de Polícia, somente com notícias policiais. Para minha surpresa, nem tão grande assim, foi o sucesso que ele vem fazendo.

O Chefatura de Polícia tem média de mil acessos diários, a grande maioria vindo de mecanismos de pesquisas, seguidas por rede sociais. As notícias mais pesquisas e/ou replicadas são referentes a: estupro, abuso sexual, violência doméstica, pedofilia.

Pode parecer normal em uma época em que a mídia se esforça tanto para mostrar o pior da sociedade. Ao mesmo tempo, levanta a questão de se estamos tão cansados de ver e ter violência, por que ainda entramos em um site de busca para procurar exatamente por violência?

Respostas precisas não tenho, mas um dos pontos que me chamaram a atenção é que nenhuma das matérias publicadas são inéditas, ao contrário, todas são cópias, reescritas, mas cópias de notícias publicadas no Terra, G1, Folha, entre tantos outros sites, o que pelo menos da para descartar que é a falta de conteúdo dos grandes portais.

Então como explicar o "sucesso" de um blog que trás somente notícias requentadas e amplamentes divulgadas? Acredito que é o lado oculto, aquele macabro que todos nós temos lá dentro escondigo em algum cantinho, mas temos vergonha de confessar.

Para respaldar o meu ponto de vista tenho somente como exemplo os números de visitantes x tempo de navegação x interação. Embora o blog consiga manter um grande número de internautas navegando, tanto em notícias recentes como pelo arquivo, com uma média de oito minutos e taxa de rejeição oscilando entre 19% e 26%, a interação nos comentários é baixíssima, fica em menos de um por cento.

Hoje, depois de apenas um mês se tivesse que falar como o internauta percebe a violência diria que quanto mais violento e hediondo for o crime maior será a quantidade de visitas ou retorno. Um caso que poderia citar como emblemático é dos jovens que violentaram é publicaram o vídeo da agressão na internet, em menos de duas horas a notícia teve quase mil acessos.

Isso me remete a exatamente ao título do post. Com essa busca desesperada por violência resolvi observar como seria a monetização do assunto. Outro espanto: o internauta clica indiscriminadamente e em qualquer link que faça menção a segurança, na seção dos links patrocinados.

Quando inseri o AdSense acreditei que seria uma perda de tempo, ou mesmo, que não iria gerar nenhuma receita, principalmente, com menos de um mês. Hoje, novamente outra grande surpresa: uma empresa de blindagem queria colocar um anúncio no blog.

Poderia ter sido proveitoso, tanto para mim quanto para eles, principalmente por ter bons números para apresentar. Entretanto, entra o tema em quantificar o valor da violência. O preço do anúncio não foi atrativo para o espaço que eles desejavam.

Então resolvi esperar mais um tempo. Eu tomei a decisão com base das observações que consegui fazer neste curto espaço de tempo onde pude concluir que os grandes portais têm uma grande ferramenta que pode gerar receitas, mas ainda não sabem utilizar ou por falso moralismo ou simplesmente por não perceberam e acompanharem o número de acessos nas notícias.

Eu dedico apenas uma hora por dia para fazer a atualização, e sinceramente não tenho interesse em me dedicar ao jornalismo policial. Os anúncios ser vierem não vou recusar, entretanto entro no ponto de qual é o real valor para noticiar a violência?

O preço da violência

Há exatamente um mês criei o blog Chefatura de Polícia, somente com notícias policiais. Para minha surpresa, nem tão grande assim, foi o sucesso que ele vem fazendo.

O Chefatura de Polícia tem média de mil acessos diários, a grande maioria vindo de mecanismos de pesquisas, seguidas por rede sociais. As notícias mais pesquisas e/ou replicadas são referentes a: estupro, abuso sexual, violência doméstica, pedofilia.

Pode parecer normal em uma época em que a mídia se esforça tanto para mostrar o pior da sociedade. Ao mesmo tempo, levanta a questão de se estamos tão cansados de ver e ter violência, por que ainda entramos em um site de busca para procurar exatamente por violência?

Respostas precisas não tenho, mas um dos pontos que me chamaram a atenção é que nenhuma das matérias publicadas são inéditas, ao contrário, todas são cópias, reescritas, mas cópias de notícias publicadas no Terra, G1, Folha, entre tantos outros sites, o que pelo menos da para descartar que é a falta de conteúdo dos grandes portais.

Então como explicar o "sucesso" de um blog que trás somente notícias requentadas e amplamentes divulgadas? Acredito que é o lado oculto, aquele macabro que todos nós temos lá dentro escondigo em algum cantinho, mas temos vergonha de confessar.

Para respaldar o meu ponto de vista tenho somente como exemplo os números de visitantes x tempo de navegação x interação. Embora o blog consiga manter um grande número de internautas navegando, tanto em notícias recentes como pelo arquivo, com uma média de oito minutos e taxa de rejeição oscilando entre 19% e 26%, a interação nos comentários é baixíssima, fica em menos de um por cento.

Hoje, depois de apenas um mês se tivesse que falar como o internauta percebe a violência diria que quanto mais violento e hediondo for o crime maior será a quantidade de visitas ou retorno. Um caso que poderia citar como emblemático é dos jovens que violentaram é publicaram o vídeo da agressão na internet, em menos de duas horas a notícia teve quase mil acessos.

Isso me remete a exatamente ao título do post. Com essa busca desesperada por violência resolvi observar como seria a monetização do assunto. Outro espanto: o internauta clica indiscriminadamente e em qualquer link que faça menção a segurança, na seção dos links patrocinados.

Quando inseri o AdSense acreditei que seria uma perda de tempo, ou mesmo, que não iria gerar nenhuma receita, principalmente, com menos de um mês. Hoje, novamente outra grande surpresa: uma empresa de blindagem queria colocar um anúncio no blog.

Poderia ter sido proveitoso, tanto para mim quanto para eles, principalmente por ter bons números para apresentar. Entretanto, entra o tema em quantificar o valor da violência. O preço do anúncio não foi atrativo para o espaço que eles desejavam.

Então resolvi esperar mais um tempo. Eu tomei a decisão com base das observações que consegui fazer neste curto espaço de tempo onde pude concluir que os grandes portais têm uma grande ferramenta que pode gerar receitas, mas ainda não sabem utilizar ou por falso moralismo ou simplesmente por não perceberam e acompanharem o número de acessos nas notícias.

Eu dedico apenas uma hora por dia para fazer a atualização, e sinceramente não tenho interesse em me dedicar ao jornalismo policial. Os anúncios ser vierem não vou recusar, entretanto entro no ponto de qual é o real valor para noticiar a violência?

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