quarta-feira, 29 de outubro de 2008

A crise financeira e o crescimento econômico capixaba

No último final de semana estive em Vitória, capital do Espírito Santo e uma das cidades brasileiras com maior índice de crescimento econômico.  Minha viagem tinha como principal objetivo o aniversário de mamãe, mas como bom jornalista não pude deixar de ver como estava o andamento da economia que já acompanhei de perto.

Conversei com empresários, jornalistas, assessores de imprensa de grandes multinacionais, dos mais diversos segmentos, construção civil, petróleo, aço e granito.

Em um primeiro momento, você quase acredita que no estado não existe uma crise, os prédios continuam sendo erguidos, lançamentos são feitos quase que semanalmente. No mesmo período a Vale divulgou o seu balanço trimestral afirmando ter um lucro líquido de R$ 12,433 bilhões, outras empresas já fizeram diagnósticos onde aponto m um crescimento de 100% para o próximo ano fiscal.

Mas no mesmo momento ninguém mais fala de abrir capital na bolsa, vale destacar que algumas construtoras já estavam com o processo em andamento. Os argumentos utilizados agora é um único é simples: estamos tão sólidos que não temos necessidade de fazer capitalização na bolsa. (?)

Poderia até ser verdade, uma vez que os lançamentos estão com boa liquidez, nos bairros mais procurados encontrar um imóvel para alugar leva um bom tempo e os preços continuam em alta. Nenhuma relação com as bolsas ou crises.

No setor de petróleo onde o estado já está com fama de que em qualquer lugar que se perfure vai ser encontrado algum tipo de bem, os investimentos ainda não foram cancelados, mas já é concreto que serão freados e redistribuídos em um período mais longo.

Com todo um cenário otimista parece que o Espírito Santo, vai ser o único estado no mundo globalizado que diante de um cenário catastrófico vai sair imune e com suas finanças equilibradas. Uma desculpa poderia ser por produzir exatamente o que todos investem neste período de turbulência commodities, entretanto vale destacar que existe uma crise.

Conversei com alguns economistas e investidores que me deram a melhor explicação para o que passa o Espírito Santo: durante os últimos três anos houve investimentos maciços e o retorno está vindo agora, o que impossibilita do Estado entrar na crise, neste momento. Entretanto, a unanimidade é que se a crise persistir até o segundo semestre. O Estado vai sofrer um grande baque.

Este baque provavelmente vai contaminar todos os outros mercados brasileiros e o efeito dominó que está sendo segurado, vai ruir como um castelo de cartas.

A crise financeira e o crescimento econômico capixaba

No último final de semana estive em Vitória, capital do Espírito Santo e uma das cidades brasileiras com maior índice de crescimento econômico.  Minha viagem tinha como principal objetivo o aniversário de mamãe, mas como bom jornalista não pude deixar de ver como estava o andamento da economia que já acompanhei de perto.

Conversei com empresários, jornalistas, assessores de imprensa de grandes multinacionais, dos mais diversos segmentos, construção civil, petróleo, aço e granito.

Em um primeiro momento, você quase acredita que no estado não existe uma crise, os prédios continuam sendo erguidos, lançamentos são feitos quase que semanalmente. No mesmo período a Vale divulgou o seu balanço trimestral afirmando ter um lucro líquido de R$ 12,433 bilhões, outras empresas já fizeram diagnósticos onde aponto m um crescimento de 100% para o próximo ano fiscal.

Mas no mesmo momento ninguém mais fala de abrir capital na bolsa, vale destacar que algumas construtoras já estavam com o processo em andamento. Os argumentos utilizados agora é um único é simples: estamos tão sólidos que não temos necessidade de fazer capitalização na bolsa. (?)

Poderia até ser verdade, uma vez que os lançamentos estão com boa liquidez, nos bairros mais procurados encontrar um imóvel para alugar leva um bom tempo e os preços continuam em alta. Nenhuma relação com as bolsas ou crises.

No setor de petróleo onde o estado já está com fama de que em qualquer lugar que se perfure vai ser encontrado algum tipo de bem, os investimentos ainda não foram cancelados, mas já é concreto que serão freados e redistribuídos em um período mais longo.

Com todo um cenário otimista parece que o Espírito Santo, vai ser o único estado no mundo globalizado que diante de um cenário catastrófico vai sair imune e com suas finanças equilibradas. Uma desculpa poderia ser por produzir exatamente o que todos investem neste período de turbulência commodities, entretanto vale destacar que existe uma crise.

Conversei com alguns economistas e investidores que me deram a melhor explicação para o que passa o Espírito Santo: durante os últimos três anos houve investimentos maciços e o retorno está vindo agora, o que impossibilita do Estado entrar na crise, neste momento. Entretanto, a unanimidade é que se a crise persistir até o segundo semestre. O Estado vai sofrer um grande baque.

Este baque provavelmente vai contaminar todos os outros mercados brasileiros e o efeito dominó que está sendo segurado, vai ruir como um castelo de cartas.

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