segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Revista Junior

Seguindo uma indicação do meu jornaleiro comprei o segundo número da revista Junior. Depois de algumas poucas horas terminei de ler e fiquei com aquela sensação de vazio.

A revista em si tem uma boa diagramação, está bem estruturada, um ótimo trabalho visual, mas para por ai. As "matérias", ou melhor, os perfis, pois a publicação é totalmente estrutura nos personagens deixam aquela sensação de será somente isso?.

Sem polêmicas, sem questionamentos, sem lançar pontos de discussão, a Junior é apenas um amontoado de perfis dos mais diversos tipos, o único detalhe em comum são todos serem bem sucedidos. A pobre coitada da "bicha pão com ovo", que até mesmo mereceu um conto, não é vista como uma possível consumidora da revista.

Até agora ainda não consegui entender qual era a intenção dos editores, se foi criar uma publicação estilo Capricho, mas voltada para o publico jovem homossexual eles passaram longe, afinal, esse público não é tão vazio e superficial como a revista mostra.

Se foi somente ter um espaço "Caras", ainda tem um longo caminho a seguir. No final, em uma analise totalmente superficial, igual ao conteúdo oferecido pela revista, o que se percebe é a crise de identidade dos seus editores, tentando mostrar que os gays podem ser bem-sucedidos e felizes. Embora, para isso não precisava criar uma revista bimestral.

Tudo bem reclamar é fácil, ir fazer é o difícil, a revista tem muitos anunciantes de peso, mas falta aquele tom de seriedade, que já foi alcançado pela Vip, Capricho e Playboy. Com matérias que agreguem valor ou informem sobre algo relevante.

Eu como jornalista ainda sigo aquela máxima, que por mais que esteja escrevendo uma matéria fria o importante é prestar algum tipo de serviço. A Junior vem exatamente contra esse principio. Tem muito gliter, muita felicidade, muito glamour, mas não tem aquela matéria, mesmo que fosse apenas uma e com um linguajar mais próximo do público jovem, que fosse tema de discussão em uma roda de amigos.

Será que ainda passa pela cabeça dos editores que os gays atuais têm como preocupação somente moda, noite, viagens e outras tantas futilidades? Enfim, depois de terminar minha leitura, além do vazio, fiquei com aquela sensação que joguei R$ 12 fora. O único consolo é a palavra do editor que afirma: “Este é apenas o começo. A revista está tomando forma e ainda há muito que amadurecer.”

Revista Junior

Seguindo uma indicação do meu jornaleiro comprei o segundo número da revista Junior. Depois de algumas poucas horas terminei de ler e fiquei com aquela sensação de vazio.

A revista em si tem uma boa diagramação, está bem estruturada, um ótimo trabalho visual, mas para por ai. As "matérias", ou melhor, os perfis, pois a publicação é totalmente estrutura nos personagens deixam aquela sensação de será somente isso?.

Sem polêmicas, sem questionamentos, sem lançar pontos de discussão, a Junior é apenas um amontoado de perfis dos mais diversos tipos, o único detalhe em comum são todos serem bem sucedidos. A pobre coitada da "bicha pão com ovo", que até mesmo mereceu um conto, não é vista como uma possível consumidora da revista.

Até agora ainda não consegui entender qual era a intenção dos editores, se foi criar uma publicação estilo Capricho, mas voltada para o publico jovem homossexual eles passaram longe, afinal, esse público não é tão vazio e superficial como a revista mostra.

Se foi somente ter um espaço "Caras", ainda tem um longo caminho a seguir. No final, em uma analise totalmente superficial, igual ao conteúdo oferecido pela revista, o que se percebe é a crise de identidade dos seus editores, tentando mostrar que os gays podem ser bem-sucedidos e felizes. Embora, para isso não precisava criar uma revista bimestral.

Tudo bem reclamar é fácil, ir fazer é o difícil, a revista tem muitos anunciantes de peso, mas falta aquele tom de seriedade, que já foi alcançado pela Vip, Capricho e Playboy. Com matérias que agreguem valor ou informem sobre algo relevante.

Eu como jornalista ainda sigo aquela máxima, que por mais que esteja escrevendo uma matéria fria o importante é prestar algum tipo de serviço. A Junior vem exatamente contra esse principio. Tem muito gliter, muita felicidade, muito glamour, mas não tem aquela matéria, mesmo que fosse apenas uma e com um linguajar mais próximo do público jovem, que fosse tema de discussão em uma roda de amigos.

Será que ainda passa pela cabeça dos editores que os gays atuais têm como preocupação somente moda, noite, viagens e outras tantas futilidades? Enfim, depois de terminar minha leitura, além do vazio, fiquei com aquela sensação que joguei R$ 12 fora. O único consolo é a palavra do editor que afirma: “Este é apenas o começo. A revista está tomando forma e ainda há muito que amadurecer.”

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