sexta-feira, 7 de novembro de 2003

Denise está chamando

Fiquei esperando até as quatro da manhã para mais uma vez assistir o filme "Denise Está Chamando".

Como sempre fiquei fascinado com a história do filme, que trata dos relacionamentos do homem, mediados pelo telefone, parecia que o estava assistindo pela primeira vez.

Isso me fez lembrar de como nossa sociedade a cada dia abre mão do relacionamento pessoal e adota o virtual. Eu tenho uma amiga, Margareth que há vejo tem mais de cinco anos mas todos os meses nos falamos pelo telefone como se não tivesse passado tanto tempo ela já está com filho, que nunca conheci, não fui no casamento dela, mas ela também não foi na minha formatura, e mesmo assim nos damos super bem.

Enquanto via o filme fiquei imaginando se esse seria o futuro da humanidade, pois no filme Denise, acaba ficando grávida em um banco de esperma, e liga para o doador para contar que ele seria pai e os dois passam ter um relacionamento que muitos poderiam dizer que é irreal, mas é totalmente veridicto para os nossos tempos.

Igualmente um casal que por uma armação deveriam se conhecer, mas por obra do destino nenhum dos dois vai, mas acabam mantendo um caso por telefone, chegando ao ponto de transarem e acabarem o caso por cairem na mesmice de uma relação "normal".

Mas, o ponto alto do filme é quando todos resolvem participar de uma festa de Ano-novo, e ninguém vai, pois preferem ficar na frente do computador, a única que aparece é Denise, com a filha Afrodite no colo, mas o dono do apartamento ao ouvir a campanhia não abre a porta, pois não tem o hábito de receber ninguém e não reconhece o som da própria campanhia. Fantástico. Uma ótima comédia pós-moderna.

O único problema: A Globo conseguiu fazer duas horas de filme se transfomarem em um pouco mais de uma hora.

Assunto que não tem nada haver: Parabéns Mi você mereceu. O motivo, para não ser linchado, não posso revelar.

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