sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Crianças representam 10% das visitas no Orkut


A pedido do Valor, o Ibope Nielsen fez um levantamento sobre a corrida das crianças para a internet em todo o país. Foram consideradas apenas aquelas com idade entre 2 e 11 anos.
Em dezembro, das 28,5 milhões de pessoas que navegaram na internet a partir de suas casas, nada menos que 14% – quase 4 milhões de pessoas – eram crianças. Há dez anos, as crianças eram apenas 6% da audiência total da internet residencial. O volume é representativo, dado que, segundo levantamento populacional de 2008 realizado pelo IBGE, há 33,5 milhões de crianças no país com idade entre 2 e 11 anos.
Para os analistas, a explicação por trás desses números passa pela crescente popularização da internet, a redução no preço dos computadores e o desejo dos pais de levar o computador para os filhos.
Hoje, 15% das visitas a sites de jogos – um dos serviços mais procurados na web – são feitas por crianças. Um olhar mais atento, porém, revela que os pequenos também têm outros talentos na hora de navegar. As crianças, principalmente as meninas, diz José Calazans, analista de mídia do Ibope Nielsen, estão cada vez mais interessadas em se comunicar pela rede. “O PC tem se transformado em uma ferramenta de socialização para as crianças”, diz. No Orkut, uma das redes sociais mais populares da internet, a criançada já representa 10% das visitas. De cada dez usuários do sistema de troca de mensagens Messenger (MSN), um tem até 11 anos de idade. No último trimestre do ano passado, o UOL Crianças registrou 101,7 milhões de páginas visitadas. “Tivemos um crescimento de 138% sobre o terceiro trimestre”, diz Manoela Pereira, gerente geral de entretenimento do portal. “Apenas em dezembro, o canal recebeu 392 mil visitantes únicos.”
Companhias como os estúdios Disney já mostraram que a brincadeira on-line também é assunto de gente grande. Em 2007, a The Walt Disney Company pagou US$ 350 milhões pelo “Club Penguin”. O site, que cria um mundo virtual infantil, é hoje um dos mais acessados pela criançada no Brasil.
Das quase 4 milhões de crianças que navegaram pela internet em dezembro, mais de 50% – 2 milhões de crianças – visitaram páginas de ao menos uma loja virtual. “É claro que elas não estão ali para comprar algo, mas de alguma forma elas estão chegando até esses sites”, diz José Calazans, do Ibope. Boa parte dessa audiência é resultado de buscas por informações de brinquedos ou personagens de desenhos animados. Um estudo recente feito pela consultoria americana Mediamark Research apontou que, nos Estados Unidos, 46,3% das crianças com idade entre 6 e 11 anos estão usando a internet para conferir os produtos que veem na publicidade impressa ou na TV.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Jovens trocam os blogs pelas redes sociais

Os jovens estão trocando os blogs tradicionais pelo microblogging oferecido pelas redes sociais, revela um estudo conduzido pela Pew Internet & American Life Project.

Segundo a pesquisa, intitulada Social Media and Young Adults, desde 2006 o uso de blogs tem caído entre adolescentes e jovens. Naquele ano, o porcentual de adolescentes que diziam manter um blog era de 28%; em 2009, ano do levantamento mais recente, foi de 14%.

Os adolescentes também comentam menos em blogs: 52% dos usuários de redes social dessa faixa etária disseram publicar comentários em blogs de amigos. Em 2006, esse porcentual era bem mais alto: 76%. Entre os jovens entre 18 e 29 anos, o porcentual dos que disseram ter um blog caiu de 24% em 2007 para 15% em 2009.

Por outro lado, os adultos com 30 anos ou mais têm demonstrado interesse crescente por blogs. Em 2007, 7% deles disseram ter um blog, número que subiu para 11% em 2009.

Redes sociais em alta
Em comum a jovens e adultos, porém, está a adesão a redes sociais. Dos adolescentes americanos, 73% disseram usar sites dessa categoria - em 2006, eram 55% e e, 2008, 65%.

Entre os adultos, o uso de redes sociais é admitido por 47% - em 2008, o índice era de 37%.

Quanto à preferência, as gerações divergem. O MySpace é povoado por jovens (66% deles têm perfil no serviço), enquanto adultos com 30 anos usam mais o Facebook (75%).

Outra curiosidade da pesquisa da Pew é a baixa adesão dos adolescentes ao Twitter. Apenas 8% dos usuários com idade entre 12 e 17 anos usam o microblog. Há ainda uma distinção de gênero: 13% das meninas adolescentes entre 14 e 17 anos usam o Twitter, ante 7% dos meninos da mesma faixa.

Entre os adultos, a faixa etária que mais usa o Twitter é a entre 18 e 24 anos (37%), seguida dos que ficam entre 25 e 29 anos (25%).

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Cresce participação de brasileiros no Twitter

O Brasil tem conquistado cada vez mais importância na estratégia global do Twitter. Um relatório da empresa de análise e monitoramento Sysomos feito com base em dados coletados entre outubro e dezembro de 2009 mostra que a participação do país no total de usuários do microblog saltou de 2% em junho para 8,79% em dezembro. Esse aumento de 6,79 pontos porcentuais multiplica por quatro a representação brasileira no microblog.

Com a marca, o país já é o segundo maior grupo demográfico da rede social, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, representado por 50,88% dos usuários. Reino Unido vem em terceiro, com 7,2% dos usuários, seguido por Canadá (4,35%) e Alemanha (2,49%).

Em número de tweets (mensagens publicadas), no entanto, o ranking muda. Os Estados Unidos lideram com 56,59% de todas as mensagens, seguido pelo Reino Unido (8,09%). O Brasil vem em terceiro lugar, com 6,73% das mensagens.

No ranking das cidades que mais usam o Twitter, São Paulo aparece em terceiro lugar, com 1,47% dos usuários. Londres é a primeira, com 2,08% dos usuários, seguida por Los Angeles (1,63%), que quase empata com a capital paulista. Rio de Janeiro aparece em 9.º lugar, com 0,75%, entre San Francisco (0,78%) e Washington (0,71%).

Pesquisa detalha hábitos da Geração Y

Um estudo conduzido pela Bridge Research detalhou os hábitos da chamada “Geração Y” – pessoas nascidas entre 1978 e 1990. Uma das análises feitas da pesquisa aponta para uma geração que está mudando globalmente a forma de fazer negócios e de se comunicar.

O estudo – baseado em entrevistas pessoais com uma amostra de 672 pessoas na Grande São Paulo, Grande Rio de Janeiro e Grande Porto Alegre, universo estimado em cerca de oito milhões de indivíduos, sendo 48% de homens e 52% de mulheres das classes A, B e C com idades entre 18 e 30 anos – analisa itens como comportamento, visão do mundo, padrão e estrutura de gastos, e perfil de consumo.

Segundo Renato Trindade, presidente da Bridge Research, a Geração Y possui uma nova forma de ver e atuar no mundo; novos valores e comportamentos desenvolvidos a partir da integração da tecnologia ao cotidiano, uma vez que cresceram jogando videogame e ouvindo música na internet. São eles os autores da maioria dos blogs e gestores de comunidades nas redes sociais existentes hoje.

O executivo detalha que a idade também é um divisor de águas. Os nascidos entre 1978 e 1980 apresentam mais responsabilidade, maior estrutura de gastos, dão maior valor à visão da família e aos estudos. Os que nasceram entre 1990 e 1995 estão mais atrelados aos valores da Geração Y, têm menor estrutura de gastos e maior envolvimento com tecnologia e inovação.

A análise do nível escolar aponta que 84% dos entrevistados possuem alta escolaridade e 16% têm primário e ginásio (completo ou incompleto). Cerca de 48% só trabalham e 7% trabalham e estudam. Há, ainda, um contingente de 7% que declarou não trabalhar nem estudar. Com relação à renda pessoal, 36% ganham de R$ 862 a R$ 1.317, enquanto 3% têm renda entre R$ 3.944 e R$ 7.556 – nessa categoria, 3% residem em São Paulo. No estudo predominam os jovens com idade entre 18 anos e 22 anos (42%) e entre 23 anos e 26 anos (25%); 23% têm idade entre 27 anos e 31 anos; 76% dos entrevistados são solteiros contra 21% de casados ou que moram com parceiros.

Os valores que permeiam a Geração Y como um todo são velocidade, liberdade, consumo, individualidade e tecnologia. “Esses valores se confundem com a própria pós-modernidade desses jovens, que são impulsivos, têm baixa reflexão e são incansáveis na busca por inovação”, afirma Trindade, acrescentando que se trata de uma geração repleta de oposições – valorizam a liberdade, mas buscam e testam limites; são liberais para o consumo e novidades, mas conservadores sociais; pensam em trabalho como meio de ganhar dinheiro, mas desconhecem planos de carreira; trabalho é remuneração, mas buscam o reconhecimento rápido; pensam no aqui e no agora, mas querem oportunidades futuras; amam a internet e a tecnologia, mas não gostam da impessoalidade do atendimento eletrônico ou via e-mail.

No que diz respeito ao consumo, a máxima corrente é a que consumir é melhor do que ostentar marcas. “Talvez por estarem fortemente ligados ao consumo, os Y´s acabam por se relacionar de um modo menos ostensivo com as marcas em geral. Não fogem necessariamente de modismo, mas as marcas assumem uma função de qualificadoras do produto e não de quem os usa”, afirma Trindade, acrescentando que em roupas, o importante é vestir bem e ser de boa qualidade.

Em eletroeletrônicos, o principal é ter uma boa experiência anterior com a marca, os celulares têm que ter alta tecnologia e serem bonitos, os televisores têm que ser de uma marca já conhecida. Nos carros, é mais importante uma boa relação entre custo e benefício; a marca, nesse caso, é mais importante e remete à qualidade. A resposta à questão “2010 será melhor, pior ou igual?” mostrou que os jovens da Geração Y, da classe C, são mais otimistas:  59% responderam que vai melhorar, contra 56% de São Paulo. A média total foi de 46% de otimistas, 32% de pessoas que acham que vai ficar igual e 19% de pessimistas.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Google atualiza critérios para resultados de buscas

Estamos no meio da maior mudança dos mecanismos de busca desde 2003, quando o Google revolucionou o mercado ao incluir as citações como fator de rankeamento das páginas listadas nos resultados das pesquisas.

Nos últimos 60 dias, cerca de 70 novos atributos foram implementados no buscador mais popular do mundo (praticamente um monopólio no Brasil, com mais de 90% de participação de mercado), exigindo muito trabalho de todos nós que atuamos com otimização de sites e marketing de busca.

As novidades envolvem muito mais do que os tradicionais fatores de relevância baseados no conteúdo de um site, sua infraestrutura e os links que apontam para ele.

Novas variáveis estão entrando em cena, entre elas a usabilidade, a mobilidade, a presença na mídia social, e, cada vez mais, fatores off-site que vão muito além da tradicional construção de links.

Vejamos com a coisa funcionará a partir de agora e o que podemos fazer a respeito para que nossas páginas estejam bem posicionados nas buscas.

Mídia social
As redes sociais passam a ter mais importância nas buscas porque é através delas que milhões de pessoas estão comentando os sites que frequentam e indicando páginas na web (no Brasil, 28 milhões).

Ora, se o Google monta seus rankings baseando-se fortemente em citações, ele não poderá mais ignorar a conversação nas mídias sociais. Devido ao seu volume explosivo, a quantidade de links compartilhados diariamente nas redes é uma amostra bastante representativa da popularidade e relevância de páginas web.

Monitorar e participar das conversas na mídia social passa a ser um fator crítico de sucesso para seu marketing on-line, já que, segundo uma pesquisa recente, as marcas mais “sociais” tendem a ter o dobro das menções em relação às marcas que não estão presentes nas redes.

Usabilidade
O Google e outros mecanismos de pesquisa estão indo mais fundo ao calcular a relevância de um site para fins de ranking. Além de mensurar visualizações e cliques nas páginas de busca, o tráfego agora pode ser analisado com base em muitas outras variáveis: conversões (vendas, assinaturas, compartilhamento, etc.), taxas de rejeição, tempo de permanência no site, variedade do tráfego, revisitação, e reputação do site entre seus pares e seguidores on-line.

A usabilidade passa a ser prioridade no marketing de busca. O conteúdo e o design do seu site precisam ser estruturados de modo a capturar e reter a atenção dos visitantes, convertendo-os em usuários fiéis. Será preciso analisar com mais profundidade como os usuários navegam no site a fim de descobrir oportunidades de melhoria nessa área.

Engajamento
Estamos entrando na era das pesquisas personalizadas, na qual os resultados de uma busca podem variar de um internauta para outro conforme o engajamento dele com determinados web sites. Isso significa que quanto mais uma pessoa interagir com o seu site, mais ele aparecerá nas buscas feitas por ela. E este é mais um bom motivo para, a partir de agora, investir pesado em conteúdo e usabilidade.

O engajamento, no entanto, não para por aí. Ele envolve também padrões de navegação ao longo das páginas web, como veremos a seguir.

Fluxo de navegação
O Google está investindo na análise do fluxo de navegação dos internautas, categorizando cada página de acordo com os destinos visitados por eles antes e depois dela. A iniciativa pretende identificar os interesses particulares de cada usuário para fins de personalização dos resultados das buscas.

Qual a implicação disso para a otimização do seu site? Simples, você precisará estar bem conectado aos melhores sites em seu campo de atuação. Aqui o trabalho de construção de links e de relacionamentos continuará importantíssimo. Sem bons links de entrada em destinos populares e relevantes, o seu site perderá ainda mais visibilidade nas buscas.

E lembre-se, como escrevi no início desse artigo, a construção de links agora passa cada vez mais pela mídia social. Você precisará participar dela, ou perderá espaço.

Mobilidade
O futuro da internet é móvel. Cada vez mais pessoas acessam a rede dos seus celulares e smartphones. É muito provável que em 2015 a maioria de nós estejamos vivendo esta experiência descrita por Eric Smith, CEO do Google, ao comentar seus planos para o Google Phone:

Em 2015, eu terei o mundo em minhas mãos, uma notícia de cada vez. Eu folhearei meus jornais e revistas favoritos, as imagens tão nítidas quanto numa folha de papel, sem que seja preciso esperar pelo download de cada página. E tem mais, o aparelho sabe quem eu sou, do que eu gosto, e o que eu já li com atenção. Então, enquanto eu leio e comento as notícias, eu também recebo histórias selecionadas automaticamente de acordo com meus interesses.

Eu pulo de uma reportagem sobre saúde no The Wall Street Journal para uma nota sobre o Iraque, publicada pelo Al Gomhuria, do Egito, traduzida instantâneamente do árabe para o inglês. Toco meu dedo na pequena tela e digo ao computador abaixo dela que ele me deu uma boa sugestão…

Note que nessa visão do Google para o futuro, as páginas web chegam até você sem que você precise procurar por elas. O serviço será capaz de acompanhar suas preferências e necessidades durante todo tempo, indicando quais conteúdos podem lhe ser úteis a cada momento.

A fala de Eric Smith refere-se a notícias, mas imagine o que poderá ser feito no caso de outros produtos e serviços.

Por exemplo, você entra em uma loja de automóveis e seu celular sabe onde você está. Ele indica então sites onde você poderá encontrar mais informações sobre os carros da marca, inclusive opiniões das pessoas em suas redes sociais e matérias com testes comparativos.

Como se vê, mobilidade e buscas personalizadas andarão lado a lado, reforçando-se mutuamente.

Finalmente
O marketing de busca começou 2010 acelerando. Tendências que vinham se desenvolvendo gradualmente ganharam um grande impulso desde novembro último. Para se manter visível nas pesquisas, seu site precisará apressar o passo e acompanhar as novidades. Ser mais sociável, usável, hyperlinkado e móvel deve ser seu objetivo para este ano. Boa sorte! [Webinsider]

Com informações: Websinder

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