quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Lançada a primeira ferramenta para medir o Google+


O Google+ (G+) é uma rede que nasceu para ser um fracasso, pois tem entraves simples, que poderiam ser facilmente resolvidos como: personalização da URL, ambiente mais amigável para o grande público, facilidade de dispersão do conteúdo para outras redes e métricas mais amigáveis para o mercado.

Mesmo com tantos pontos negativos, ao longo dos meses o G+ tem demonstrado capacidade de atrair público e gerar engajamento. Essa movimentação e demonstração que a rede está começando a ganhar destaque no mercado publicitário não foram suficientes para o lançamento de métricas capazes de medir a influência dos utilizadores dentro da rede e replicação do conteúdo.

Para atender essa brecha do mercado  +Gerwin Sturm, criou o "All My Plus" uma API que lê as informações de qualquer perfil público e transforma esses dados em relatórios com possibilidade de acompanhar os números de comentários, posts marcados com +1', compartilhamentos, estatísticas do compartilhamento do número de fotos, vídeos e links. Além gerar gráficos classificados por hora, dia e semana, entre outros.

Os pontos negativos são a impossibilidade de analisar vários perfis simultaneamente, ser necessário copiar e colar o ID de cada usuário (não existem buscas por nomes) é a não exportar os dados.Entretanto, a falta dessas informações não impede da ferramenta ser o pontapé inicial para o desenvolvimento de futuras aplicações que ofereçam métricas sobre a rede.

Integração com o analytics. Google não demonstrou nenhum movimento que sinalizasse o lançamento de um insights ou analytics específico para a rede. Se for levado em consideração os produtos da empresa, entre eles o agonizante Orkut, não deve-se esperar por qualquer melhoria nesse sentido. Um dos motivos é a tentativa de integrar o G+ com o Google Analytics.

O mercado de redes sociais tem necessidades que ainda o Analytics não tem condições de atender. As ferramentas de monitoramento no mercado também ignoram o G+, talvez um reflexo dos últimos fracassos Google como o Wave e o Plus, mas o lançamento do All My Plus é uma demonstração que existe possibilidade de criação de ferramentas e o monitoramento da rede. Assim, enquanto não surge nenhuma outra ferramenta mais completa a API de Gerwin vai reinar absoluta.

Para os nerds de plantão, Gerwin disponibilizou o código da API que pode facilmente ser adaptado para uma ferramenta de monitoramento ou até mesmo aperfeiçoado para um produto mais robusto e com mais funcionalidades.

Link para o All My Plus: http://www.allmyplus.com/


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

E-book: Para Entender o Monitoramento de Mídias Sociais


Chegou as redes o primeiro livro brasileiro que busca desvendar e/ou explicar o monitoramento das mídias sociais. A área surgiu e ganhou importância nos últimos anos graças ao intenso uso que milhões de pessoas e a necessidade de empresas e marcas entender e atender o público que interage nos ambientes digitais.

O e-book “Para Entender o Monitoramento de Mídias Sociais” foi organizado por Tarcízio Silva, analista e pesquisador de monitoramento, e trás textos de 27 autores brasileiros que fazem e pensam o monitoramento de mídias sociais,

O formato foi inspirado nos e-books “Para Entender a Internet” e “Para Entender as Mídias Sociais”, que movimentaram a web brasileira nos últimos anos. Entre os autores estão presentes analistas, coordenadores e diretores de agências e departamentos de mídias sociais, desenvolvedores de ferramentas e softwares, professores, pesquisadores acadêmicos e gerentes de marketing e comunicação de grandes empresas.

A publicação abrange uma ampla gama de tópicos relevantes para a compreensão do monitoramento de mídias sociais: Informação; Reputação; Análise de Sentimento; SAC; Profissionais; ROI; Relevância; Monitoramento; Mensuração; Inteligência Artificial; Gestão de Crises; Classificação; Geolocalização; Conteúdo; Netnografia; Softwares Plenos; Perfis; Opinião Pública; Convergência; SEO; Visualização; e Gestão do Conhecimento.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Pesquisa da Comscore avalia o sucesso das redes sociais


A Comscore fecha o ano de 2011 com o lançamento da pesquisa: “It’s a Social World”, onde aponta que as redes sociais  alcançam, atualmente, 82% dos usuários de internet do mundo inteiro, ou 1,2 bilhões de pessoas.

O levantamento demonstra que até outubro, as redes sociais eram responsáveis por 19% do tempo gasto online, para efeito de comparação em março de 2007 o tempo foi de 6%. Esse crescimento vertiginoso coloca o Facebook como terceira maior fonte de tráfego ficando atrás somente do Google e da Microsoft (impulsionado pela linha Live e Bing).

Se olharmos somente no universo das redes sociais o Facebook respondeu em outubro por 75% de todo o tempo gasto nas redes sociais e 14% do tempo gasto online.

Outras informações contidas no relatório registram o crescimento das redes como: Twitter (59%), Tumblr (172%) e Sina Weibo (181%). Além de apontar o declínio na utilização do email (34%), enquanto cresceu o uso das redes sociais (34%) entre o mesmo público.

A pesquisa completa pode ser acessada no site da ComScore.

domingo, 25 de dezembro de 2011

64% do público online quer um "namorado" de natal


Papai Noel teve trabalho extra nesse natal para agradar uma legião de altinhos que acreditam nos dons de santo casamenteiro do bom velhinho.

Essa conclusão foi baseada  em um monitoramento realizado entre os dias 16/12 a 22/12, no Twitter. Nesse período foram ouvidos 2.863 menções sendo que 64% foi de pessoas pedindo um namorado, contra  36% que tinham a vontade de arrumar uma namorada.

Desse grupo que utilizou o Twitter como "meia" para depositar o seu desejo, 35% eram rapazes que nutriam a vontade de encontrar debaixo da árvore, embrulhado para presente, um "namorado". Isso mesmo, os rapazes chegaram ao final do ano mais carentes, resolvidos e decidiram arriscar nas redes sociais para começar 2012 com um novo amor.

Com tanta estatística falando que existem mais mulheres que homens solteiros no país, as moças resolveram não arriscar e também foram ao Twitter pedir namorado, mas somente para trocar o modelo e antigo por um novo.

Exatamente, as mulheres esqueceram um pouco do romantismo e as que relataram ter o desejo de trocar o modelo antigo por um novo representou 17% das menções realizadas pelas mulheres. O modelo de homem mais cobiçado pelas mulheres é  namorado da amiga que foi usado como exemplo por 28% das meninas que desejam conquistar um novo amor nesse final de ano.


Essas percepções do público foram obtidas por meio de um monitoramento que consistiu em acompanhar quatro tipos de menções realizadas espontaneamente pelo público que utiliza Twitter:

  • Quero namorado de natal – 1.133 menções
  • Quero namorada de natal – 720 menções
  • Quero namorado no natal – 689 menções
  • Quero namorada no natal – 321 menções


Eu sou um potencial consumidor. Esse acompanhamento com grupos de palavras específicas também permite uma outra leitura. Basta esquecer o lado lúdico, a falta sensação de liberdade que as redes sociais oferecem e com a possibilidade de falar sobre tudo para todos foi possível observar que de todas as pessoas que registraram seu desejo de um novo amor, nenhuma teve interação de marcas ou perfis corporativos.

Os três principais motivos que fazem as empresas não saber como trabalhar com o público online:

  • O mercado ainda engatinha quando o assunto é fazer marketing de relacionamento;
  • Existe uma total falta de conhecimento do poder de consumo do publico online;
  • As empresas ainda trabalham com um forte pensamento no marketing tradicional e não conseguem vislumbrar outras formas de conquistar e engajar o público online.


O público que poderia ter sido atingido com micros ações iria proporcionar um retorno superior as campanhas tradicionais. Em uma simulação de retorno e alcance para uma ação com esse grupo de pessoas, uma empresa teria como resultado médio uma base de 300 novos consumidores fidelizados e impacto de primeira ordem em mais de 250 mil pessoas.

Os números acima mostram que oportunidades para a realização de bons negócios utilizando as redes sociais existem, no entanto é necessário que as empresas resolvam sair da sua zona de conforto e primeiro conhecer o público que está nas redes sociais, para em seguida conseguir realizar campanhas micros para um público macro.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Youtube Analytics: Apenas o Youtube Insights com novo nome?


O Youtube resolveu seguir os passos do Facebook e lançou uma nova versão da sua página de "Insights", com o nome de "Youtube Analytics", uma forte demonstração que deseja conquistar uma maior fatia do segmento publicitário. As primeiras sinalizações foram em outubro quando a empresa anunciou que vai lançar mais de 100 canais de TV online dedicada, todo o conteúdo original de hospedagem de várias celebridades e empresas, além de um contrato para a exibição de conteúdos da Disney.

Se essa é uma estratégia pensando no consumo diário de vídeos, as mudanças deveriam ter sido mais profundas. O Analytics foi apenas reformulado para ter um visual mais limpo e a visualização de dados com mais organização e menos cliques. Os principais destaques dessa nova versão são: Retenção do público, Compartilhamento e Eventos ao vivo, todas essas funcionalidades já existiam na versão anterior e ganharam apenas mais destaque nessa nova reformulação.

As grandes mudanças do Insights para o Analytics foram: a ferramenta de buscas que permite filtrar por  conteúdo, geografia ou data e nas origens de tráfego, nessa nova versão permite saber de forma detalhada quais as pesquisas que estão levando o público para o vídeo e quais os sites que estão embedando o conteúdo.

O ponto negativo ficou apenas nas exportações dos dados, que ainda está com vários bugs e não consegue exportar as informações da tela para uma planilha. Quem não está interessado apenas em visualizar os números e precisa trabalhar com os dados em uma planilha vai ter que voltar para a versão antiga, disponível até o dia 31/12/2011.

Principais características Youtube Analytics:

  • Visão Geral: fornece mais informações como o envolvimento e interação do público no período, desempenho, principais fontes de tráfego e locais de reprodução;
  • Relatórios mais detalhados: O Analytics agora inclui estatísticas mais detalhadas que possibilitam o usuário verificar a movimentação no canal com menos cliques;
  • Interação do público: Os dados de visualização dos vídeos foram agrupados e agora em uma mesma tabela é possível acompanhar visualizações e likes;
  • Retenção de Audiência: Facilita verificar quais os principais gargalos nos vídeos. Exemplo: Em qual parte do vídeo existe a maior taxa de saídas;
  • Compartilhamento: Agora agrupado em uma mesma página é possível acompanhar em quais ambientes os vídeos estão sendo compartilhados.




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